8 de maio de 2017

Crea vai mobilizar entidades para discutir crise hídrica em Alagoas

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preview-do-bannerEntidades que trabalham no combate aos impactos da estiagem, principal dificuldade enfrentada pelos produtores do campo, estão sendo convidadas, pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea-AL), para participar do I Fórum de Enfrentamento à Crise Hídrica de Alagoas, marcado para acontecer no próximo dia 12 de maio, às 14h, no auditório do Conselho.

Composto por palestras técnicas, o evento pretende se juntar a preocupação do Conselho de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Cedafra), que é inserir medidas emergenciais de intervenção governamental para minimizar o problema das famílias atingidas.

As palestras serão ministradas pelo diretor do Instituto Terra Viva, o agrônomo Ricardo Ramalho, pelo engenheiro civil e ex-presidente do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), Marcos Carnaúba, pelo ex-presidente da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), Álvaro Menezes, pelo meteorologista da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Vinícius Pinho, e por Wellington Lou, engenheiro civil e diretor da Cohidro, empresa responsável pelo projeto do Canal do Sertão.

O fórum propõe discutir propostas operacionais que diminuam o efeito da estiagem, agravado pelas secas recorrentes que colocaram 86% do estado em nível de seca extrema ou excepcional, de acordo com dados da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh). Com isso, espera-se que o debate levante medidas que possam ajudar neste combate.

As sugestões recolhidas no evento vão reforçar as já que foram documentadas em audiências públicas promovidas pelo Cedafra nos municípios que mais sofrem com a falta de água. “Nossa intenção é acrescentar, as ideias recolhidas no Crea Alagoas, no documento que será apresentado as autoridades responsáveis. É uma grande contribuição técnica que passou por um processo de discussão”, disse o agrônomo Ricardo Ramalho.

Tendências climáticas

Por meio do meteorologista Vinícius Pinho, será mostrada a previsão climática para os próximos meses, discutindo as condições oceânicas e atmosféricas, e seus respectivos impactos na região. As principais ferramentas de monitoramento da seca, divulgada a nova ferramenta denominada ‘Monitor de Secas do Nordeste’, e sua importância como ferramenta de gestão e instrumento de apoio a tomada de decisões, visando tanto a preparação, como a resposta aos efeitos causados pela seca.

Água de reuso: Uma fonte disponível

Através do eng. civil Álvaro Menezes, será apresentado como o reuso de águas, como é conhecido e praticado nos Estados Unidos, Cingapura, África e regiões do Oriente Médio, tem sido usado. “Há uma tendência mundial de se considerar o esgoto tratado como uma fonte de água que precisa ser melhor utilizada, tanto que a ONU elaborou o relatório Wastewater: untapped resource, para destacar 2017 como o ano do reúso. No Brasil está sendo desenvolvido o Plano Nacional de Reúso e há alguns exemplos de reúso para fins industriais, urbanos e agrícolas. O Nordeste é uma região com grande potencial para reúso indireto imediato”, explicou.

Confira abaixo a programação do evento:

14h – Palestra “O Diagnóstico de Alagoas” com Marcos Carnaúba, engenheiro civil  e ex-presidente do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA);

14h30 – “A Tendência Climática para o Próximo Trimestre e o Monitoramento da Seca no Estado de Alagoas” com Vinícius Pinho, meteorologista da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh);

15h – “Estratégias e Tecnologias Sociais de Enfrentamento” com Ricardo Ramalho, agrônomo e diretor do Instituto Terra Viva;

15h30 – Coffee break;

15h45 – “Reuso da Água no Nordeste como Fonte Alternativa para Irrigação” com Álvaro Menezes, ex-presidente da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal);

16h15 – “Mitigação de Cheias e Regularização de Vasões das Bacias do Paraíba e Mundaú” com Wellington Lou, engenheiro civil e diretor da Cohidro, empresa responsável pelo projeto do Canal do Sertão;

16h45 – Debate;

17h15 – Construção do documento e encerramento.