25 de setembro de 2019

Reativação do Fórum de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos é discutida

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea-AL), juntamente com o Ministério Público do Trabalho de Alagoas, Ministério Público Federal e outros órgãos estaduais, estiveram reunidos na manhã da terça-feira, 24, no auditório do Conselho, com o objetivo de reativar o Fórum Alagoano de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos.

Lançado em 2016, também no Crea-AL, o Fórum é destinado a discutir questões relacionadas ao manuseio de produtos defensivos agrícolas, realizando ações integradas que priorizem a saúde do trabalhador e do consumidor.

Com este propósito, o promotor do Ministério Público do Trabalho de Alagoas, Rodrigo Alencar, que esteve presente no momento da criação do Fórum, representando o MPT/AL, iniciou sua fala se desculpando com todas as instituições que integram o Fórum. “Em um determinado momento, mais ou menos em um ano da ativação do Fórum, me faltaram as condições necessárias para continuar tocando com ânimo, com vigor, por isso peço desculpas a cada um de vocês”, explicou.

“Eu percebi, durante todo esse tempo, que no tema dos agrotóxicos, pelo menos no estado de Alagoas, o maior prejudicado acaba sendo o pequeno produtor rural e aí, falta a ele uma assistência técnica. O pessoal da saúde, detecta o adoecimento, mas falta condições, recurso, pessoal habilitado, pois a temática agrotóxicos atinge a todos nós, mas em maior intensidade, esse pequeno produtor”, alertou o promotor do MPT/AL.

Segundo a supervisora do Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (Cerest) Cláudia Simões, o número de pessoas intoxicadas no Estado, por esses produtos químicos tem crescido, adoecendo principalmente o agricultor rural, por isso a reativação deste Fórum é muito importante. “A nossa intenção é amadurecer e modificar o regimento anterior e fazer algo que contemple toda a sociedade e, em especial esse agricultor rural que utiliza, na maioria das vezes, o agroquímico sem prescrição ou qualquer tipo de assistência”, afirmou.

O presidente do Crea-AL, o eng. civil Fernando Dacal, também esteve presente na reunião e afirmou que o Conselho, ultimamente, tem sido muito cobrado sobre a questão dos agrotóxicos. “Eu entendo a volta desse Fórum como de vital importância, já que temos hoje o problema que é a comercialização e utilização de agrotóxicos”, completou.

“Esse Fórum nasceu aqui, juntamente com o Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, então tem todo o apoio do Crea nessa luta, o nosso agrônomo e assessor técnico André está nos representando, secretariando os trabalhos do Fórum e estará conduzindo as reuniões em nome do Conselho”, concluiu o presidente.

Ao final da reunião, ficou escolhido uma comissão especial, formado pelo engenheiro agrônomo e representante do Instituto Terra Viva, Ricardo Ramalho, pela agrônoma Maria Daguia Fonseca, representante da Emater, Claudia Simões, supervisora do Cerest e pelo também agrônomo, Fabiano Leite Gomes, representante da Rede Mutum – Articulação Alagoana de Agroecologia, que irá conduzir os trabalhos até a próxima reunião, marcada para acontecer no dia 22 de outubro, às 09h, no auditório do Conselho.