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Engenharia ao lado da política pública: veja como começou o maior evento tecnológico do Brasil

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O presidente do Confea falou sobre a importância de se “viver a rua” e se conectar com a realidade do país para, daí sim, pensar as soluções. O ministro atribuiu aos profissionais da engenharia e da agronomia o mérito de os brasileiros não estarem mais no mapa da fome. O governador reconheceu a importância do conhecimento técnico na implementação de políticas públicas. A engenharia lado a lado com a construção de um país foi a tônica da abertura da 81ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia.

Com 6 mil cadastrados, a Soea ocupa o Centro de Convenções AM Malls de Aracaju até sexta-feira (16/10), reunindo debates, palestras e ações voltadas a sete eixos temáticos: Energia e Conectividade, Mobilidade, Água, Bem-Estar Social e Cidadania, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Saneamento Básico e Agroindústria.

Ao dar início à Semana, o presidente do Confea, eng. telecom. Vinicius Marchese, defendeu  que a atuação do Sistema não deve se limitar à fiscalização; precisa ser acompanhada de uma participação mais ampla dos profissionais nos debates sobre os desafios nacionais. Durante o período em que esteve licenciado, o presidente afirmou ter tido maior contato com a população e reforçou que o conhecimento técnico acumulado pelo Sistema precisa contribuir para a formulação de soluções para os problemas de infraestrutura do Brasil. Ele chamou a atenção para as consequências sociais da falta de serviços essenciais, como abastecimento de água e saneamento básico, especialmente para as crianças e as populações mais vulneráveis. “A falta de água provoca consequências em uma geração, não apenas em uma pessoa. A criança que não tem saneamento não é aprovada no Enem”, afirmou, ao relacionar as deficiências de infraestrutura às desigualdades de oportunidades. Marchese também questionou as diferenças na expectativa de vida entre pessoas que vivem em regiões com condições socioeconômicas distintas. “Não é justo um cidadão viver 20 anos apenas por ter nascido em um CEP menos favorecido”, destacou.

Para o presidente, o país poderia estar em outro patamar de discussão sobre desenvolvimento e qualidade de vida se a infraestrutura ocupasse um espaço mais central no debate público. Como exemplo de iniciativas capazes de transformar a realidade brasileira, citou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Porto Digital, em Recife, e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), referências em pesquisa, inovação e desenvolvimento. Ao concluir, Marchese convidou os profissionais a refletirem sobre seu papel na construção do futuro do país e sobre a necessidade de tornar mais visível a contribuição da Engenharia, da Agronomia e das Geociências para a sociedade.

O ministro da Pesca e Aquicultura, eng. pesca Edipo Araujo, exaltou o trabalho dos engenheiros, agrônomos e geociências em prol do Brasil. “Aqui está a elite que faz o nosso país crescer. Parabéns pelo trabalho que vocês desenvolvem nas unidades federativas”, enfatizou, lembrando que as mentes desses profissionais são a base para construir um país cada vez mais próspero e soberano. “É uma honra liderar o Ministério da Pesca e Aquicultura que representa R$ 15 bilhões do PIB nacional, e conseguiu tirar 21 milhões de brasileiros do mapa da fome, graças aos profissionais da engenharia, que ajudam a colocar alimento de qualidade na mesa do brasileiro, garantindo uma dieta mais diversificada”, afirmou Araujo.

O diretor-presidente da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea (Mútua), eng. civ. Joel Krüger, parabenizou os organizadores da Soea pela realização do evento que, neste ano, acontece em um período próximo das eleições do país, considerado por ele “um momento importante para discutir temas relevantes para a engenharia brasileira”. Na oportunidade, Krüger incentivou os semanistas a conhecerem as novidades apresentadas no estande da Mútua, entre elas produtos e serviços de previdência, saúde e tecnologia.

SerMulher  
Pela primeira vez em 81 edições, a Soea conta com parceria formal entre o Confea e o poder público municipal para o enfrentamento ao assédio e à violência durante o evento. A Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher), de Aracaju, atua com equipe multidisciplinar e sala reservada de acolhimento para o enfrentamento ao assédio e à violência a participantes que por ventura passem por algum episódio durante a programação. Os profissionais também atendem casos de ansiedade. 

Realizada por meio de convênio entre Confea e Crea-SE, a 81ª Soea recebe patrocínio da Caixa Econômica Federal, Mútua, Nextline, Sebrae, CredCrea, Energisa, Deskgraphics, Fajfaz, Voitto, Secretaria de Turismo de Aracaju e Governo de Sergipe.